Zombies do Romero na minha sala (novamente)
Quando criança pirava vendo os filmes do Romero. Eu e meu vizinho "O Gordo" alugávamos fitas e mais fitas, montávamos acampamento na sala para assistirmos os zombies andando pela telona. Nossos pais já nem mais reclamavam quando passávamos a décima madrugada assistindo a trilogia dos mortos ("A noite dos Mortos Vivos", "O Despertar dos Mortos", "O dia dos Mortos"). Romero foi rei na nossa infância.
Sábado, eu cansadão de ter trabalhado durante o dia, fui comprar pão e esperar o dia acabar, encontrei meu amigo Gordo -hoje um biólogo respeitável, com um jaleco lembrando os melhores momentos do médico doido do "Reanimator"-.
-Fala Gorda! (ele foi gordo, magro, voltou a ser gordo, mas sempre o chamamos de gordo, algumas vezes de gorda, só para apurrinhar).
-E ae Cris! (Cris vem de "Criiissttiiiannnooo sobe Já" os gritos da minha mãe na janela. Bem, dá para ver na apresentação que nos conhecemos desde a época de girino).
Conversa vai, conversa vem, "Oh você viu que tá rolando um remake do Romero no cinema?" Umas duas horas depois estávamos assistindo "Madrugada dos Mortos", refilmagem do "O Despertar dos Mortos", de 78. Prometemos montar o acampamento novamente, um dia desses, para ver pela vigésima vez a trilogia dos mortos.
No original de 78, O Despertar dos Mortos ("Dawn of the Dead"), segundo filme da trilogia dos Mortos de Romero. Classe!
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