6.5.04

Pedalar é preciso, viver não é preciso

Pessoar, o blog anda meio abandonado, estou ocupado me enroscando nuns mapas para planejar minha viagem de travessia da mantiqueira.

Dia 16 começo de casa e vou para Mairiporã, seguindo Rio Acima (rio Juqueri-Mirim) até o fim do canal, vou usar essa parte do trajeto para chegar em nazaré, depois piracaia, joanópolis e alcaçando a querida mantiqueira, em minas gerais, na bela monte verde. De lá seguirei viagem para as terras altas da mantiqueira (vencendo o pico do marins, quem sabe) e indo em direção ao Rio de Janeiro, para acampar no pico das agulhas negras. De lá, desço pelo berço do paraíba (aproveito para dormir num acampamento do MST, risos) me enrosco no Bananal e chego em Angra dos Reis, de onde pedalo até Parati seguindo a areia da praia =), lugar que escolhi para fincar a placa de "cheguei". Para essa viagem, optei por não usar GPS e confiar no "Wanderlei Mateiro" (fodeu) e ler apenas os mapas topográficos do exército. Se eu não me perder (woops, perder não, mateiro não se perde, só fica desorientado), então, se eu não ficar desorientado, chego lá depois de uns 700km que pretendo rodar em uns 15 dias.

Minha primeira experiência com travessias de bike (ou seja, a primeira vez que tive que levar a escova de dente para pedalar comigo) foi em 2001 com a equipe da TPS - Tribo do Pedal Selvagem lá de Mairiporã. Na ocasião fizemos o Crazy Trip São Lourenço-Parati em quatro dias de muito pedal e muita (muita mesmo) risada pelo caminho. Na ocasião pedalamos em 21 pessoas e aprendi que o desafio da cicloviagem é possível e necessário para todos. No meu passeio desse mês, eu vou sozinho e gastar grana apenas com paçoquinha e rapadura, já que acampamento selvagem e lenha para fogueira, na mantiqueira, ainda tá de graça.