Sobre coisas dos céus que aos homens não cabe explicação
Sobre polêmicas levantadas pelo post "Pensa Epicurio, pensa".
"Se Deus é bom e onipotente, não poderia haver mal sobre a Terra; havendo, ou Deus não quer acabar com o mal -e não é benevolente- ou não pode fazê-lo -e não é onipotente."
Essa não foi levantada por mim, foi um filósofo grego, o Epicurio que começou. Escrevi após ler um texto na folha que citava Epicurio na questão do terremoto no oriente médio, levando muitos muçulmanos questionar a benevoência de Deus. Escrevi para confundir e ajudar a pensar (sempre achei confundir mais interessante que explicar).
Na verdade o texto é um falso paradoxo. A questão é mal formulada e por isso parece não ter solução. Se é um ser supremo, não poderia agir de forma contraditória.
Simples assim. É um jogo de palavras que força um raciocício incorreto. Exemplo? O paradoxo do mentiroso.
O mentiroso diz "Eu sou mentiroso".
Bem, ele falou a verdade (que é mentiroso) e quem fala a verdade não pode ser considerado mentiroso. Mas se ele é mentiroso então pode ter mentido ao afirmar que ele era mentiroso, então, nesse caso, ele falaria a verdade (mentiu que era mentiroso), e quem fala a verdade...
Creio em Jesus como um ser iluminado, que andava pelo mundo fazendo o bem, como alguns poucos iluminados fazem hoje. A melhor definição que encontrei sobre Deus, suposto pai de Jesus, é um poema do Fernando Pessoa.
O Guardador de Rebanhos
Canto V
(...)
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
9.1.04
8.1.04
7.1.04
Poderosa Afrodite
Ontem comprei o DVD em um sebo por R$15. O engraçado é que custava dez, mas o vendedor viu minha cara de feliz e aumentou para quinze. Bem, o filme é bom, o vendededor rápido. Paguei os quinze.
Novos DVDs
Aproveitando meu impulso de consumidor capitalista, comprei mais alguns DVDs.
Rocky I
ET - Edição especial de 25 Anos
Beautiful Mind
O Massacre da Serra Elétrica (!!!)
Segredos e Mentiras
Nota para 2004: Não comprar tantos DVDs.
Ontem comprei o DVD em um sebo por R$15. O engraçado é que custava dez, mas o vendedor viu minha cara de feliz e aumentou para quinze. Bem, o filme é bom, o vendededor rápido. Paguei os quinze.
Novos DVDs
Aproveitando meu impulso de consumidor capitalista, comprei mais alguns DVDs.
Rocky I
ET - Edição especial de 25 Anos
Beautiful Mind
O Massacre da Serra Elétrica (!!!)
Segredos e Mentiras
Nota para 2004: Não comprar tantos DVDs.
6.1.04
Smiths
O novo álbum do ex-Smiths Morrissey deve chegar às lojas em maio, pela gravadora Sanctuary. O cantor e compositor está trabalhando em novas músicas com Jerry Finn, conhecido por assinar produções de Green Day, AFI, Rancid e uma infinidade de bandas punk. Apesar do indício, Morrissey ainda não revelou se isso significará uma nova guinada em sua carreira.
Andre 3000 disse à MTV americana que trocaria todas as letras que compos pela autoria de "Last Night I Dreamt that Somebody Loved Me", letra que Morrissey fez para os Smiths nos anos 80.
Confesso que conheço quase nada do Outkast mas pela declaração já gosto do rapper Andre, essa música dos Smiths me deixa sempre triste. A voz do Morrisey é tão melancólica, tão sincera. É como se ele fosse capaz de expor toda a dor, de mostrar toda a verdade.
Quem nunca sonhou que era amado e acordou para perceber que foi só mais um sonho. Sem esperçanças, sem mágoas, a vida continua.
Artist: The Smiths
Song Title: LAST NIGHT I DREAMT THAT SOMEBODY LOVED ME
Album: STRANGEWAYS, HERE WE COME
[Buy "STRANGEWAYS, HERE WE COME" CD]
Last night I dreamt
That somebody loved me
No hope, no harm
Just another false alarm
Last night I felt
Warm arms around me
No hope, no harm
Just another false alarm
So, tell me how long
Before the last one ?
And tell me how long
Before the right one ?
The story is old - I KNOW
But it goes on
The story is old - I KNOW
But it goes on
Oh, GOES ON
And on
Oh, goes on
And on
O novo álbum do ex-Smiths Morrissey deve chegar às lojas em maio, pela gravadora Sanctuary. O cantor e compositor está trabalhando em novas músicas com Jerry Finn, conhecido por assinar produções de Green Day, AFI, Rancid e uma infinidade de bandas punk. Apesar do indício, Morrissey ainda não revelou se isso significará uma nova guinada em sua carreira.
Andre 3000 disse à MTV americana que trocaria todas as letras que compos pela autoria de "Last Night I Dreamt that Somebody Loved Me", letra que Morrissey fez para os Smiths nos anos 80.
Confesso que conheço quase nada do Outkast mas pela declaração já gosto do rapper Andre, essa música dos Smiths me deixa sempre triste. A voz do Morrisey é tão melancólica, tão sincera. É como se ele fosse capaz de expor toda a dor, de mostrar toda a verdade.
Quem nunca sonhou que era amado e acordou para perceber que foi só mais um sonho. Sem esperçanças, sem mágoas, a vida continua.
Artist: The Smiths
Song Title: LAST NIGHT I DREAMT THAT SOMEBODY LOVED ME
Album: STRANGEWAYS, HERE WE COME
[Buy "STRANGEWAYS, HERE WE COME" CD]
Last night I dreamt
That somebody loved me
No hope, no harm
Just another false alarm
Last night I felt
Warm arms around me
No hope, no harm
Just another false alarm
So, tell me how long
Before the last one ?
And tell me how long
Before the right one ?
The story is old - I KNOW
But it goes on
The story is old - I KNOW
But it goes on
Oh, GOES ON
And on
Oh, goes on
And on
Sessão de análise
Após tentar de tudo, da medicia homeopática à acumpultura, decidi passar pelo famoso analista de uma certa cidade no sul. Aliás, nem posso dizer que foi no sul. Prometi segredo no paradeiro do analista, que agora só atende por indicação, mas permitiu a transcrição da conversa, para estudantes de psicologia aprenderem algo.
-Buenas, vai entrando e se abanque, índio velho.
Como eu conhecia a fama do método do joelhaço, fui logo deitando no pelego, sem relutância, queria me livrar da possível experiência nas vias de fato.
-Já vi que o cavalo é dos mansos. Que tu faz da vida tchê?
-Sou analista de sistemas.
-Êpa, Ôpa! Analista de sistemas também tem livros do Freud? Lá me vem concorrência, aqui por essas pampas só bagual e corno precisam de análise. Bagé existe desde que o avô do meu avô era piá e nunca precisamos de computador, isso vai me encher a salinha de louco. Aceita um mate?
-Passa a cuia.
-Pelo palavrear o compadre não é do Sul, mas pelo visto aprecia a erva. Se tu for de campinas vou cobrar adicional, já me bastam os de Pelotas.
-Sou de São Paulo, aprendi a preparar chimarrão pela Internet.
-Oigalê! E o Adão que pensava que a Internet era depois do Espírito Santo.
-Que nada, prático, Ontem encomendei uma garrafa-termica pela net.
-Já tô gostando dessa coisa de computador, afinal fogueira e água quente não é coisa fácil de carregar. Mas desembucha tchê, vamô logo que hora de analista tem cinquenta minutos e eu tô cobrando. Qual é o causo?
-Ah, me sinto desmotivado, alguns dias não tenho vontade de comer, quero ficar na cama, não consigo dormir...
-Como se chama a china?
-Ah?
-O nome da parelha. Larga de frescura que tô logo vendo que isso é trauma causado por uma guria, desembucha se não quiser outro trauma de direita.
-Como percebeu?
-Nem toda mulher é vaca mas toda vaca é mulher. Eu não tô aqui para te ensinar Freud. Tê fecha.
-Sinto a falta dela, isso tem cura?
-Te acalma que até hoje só não curei um gaúcho que queria ser presidente, me disse que começaria tentando governar o Rio de Janeiro, tem cada louco tchê, esse abandonou o tratamento no primeiro joelhaço.
-E o que o Dr. me recomenda?
-Lindaura! (grita o analista)
-Sim doutor, como posso ajudar? - Responde a recepcionista, que além de receber, também dá.
-Te deita no pelego.
-Mas o paciente está lá.
-Por isso mesmo, te deita que o caso é grave.
-Doutor e eu?
-Deixa com a Lindaura.
Após tentar de tudo, da medicia homeopática à acumpultura, decidi passar pelo famoso analista de uma certa cidade no sul. Aliás, nem posso dizer que foi no sul. Prometi segredo no paradeiro do analista, que agora só atende por indicação, mas permitiu a transcrição da conversa, para estudantes de psicologia aprenderem algo.
-Buenas, vai entrando e se abanque, índio velho.
Como eu conhecia a fama do método do joelhaço, fui logo deitando no pelego, sem relutância, queria me livrar da possível experiência nas vias de fato.
-Já vi que o cavalo é dos mansos. Que tu faz da vida tchê?
-Sou analista de sistemas.
-Êpa, Ôpa! Analista de sistemas também tem livros do Freud? Lá me vem concorrência, aqui por essas pampas só bagual e corno precisam de análise. Bagé existe desde que o avô do meu avô era piá e nunca precisamos de computador, isso vai me encher a salinha de louco. Aceita um mate?
-Passa a cuia.
-Pelo palavrear o compadre não é do Sul, mas pelo visto aprecia a erva. Se tu for de campinas vou cobrar adicional, já me bastam os de Pelotas.
-Sou de São Paulo, aprendi a preparar chimarrão pela Internet.
-Oigalê! E o Adão que pensava que a Internet era depois do Espírito Santo.
-Que nada, prático, Ontem encomendei uma garrafa-termica pela net.
-Já tô gostando dessa coisa de computador, afinal fogueira e água quente não é coisa fácil de carregar. Mas desembucha tchê, vamô logo que hora de analista tem cinquenta minutos e eu tô cobrando. Qual é o causo?
-Ah, me sinto desmotivado, alguns dias não tenho vontade de comer, quero ficar na cama, não consigo dormir...
-Como se chama a china?
-Ah?
-O nome da parelha. Larga de frescura que tô logo vendo que isso é trauma causado por uma guria, desembucha se não quiser outro trauma de direita.
-Como percebeu?
-Nem toda mulher é vaca mas toda vaca é mulher. Eu não tô aqui para te ensinar Freud. Tê fecha.
-Sinto a falta dela, isso tem cura?
-Te acalma que até hoje só não curei um gaúcho que queria ser presidente, me disse que começaria tentando governar o Rio de Janeiro, tem cada louco tchê, esse abandonou o tratamento no primeiro joelhaço.
-E o que o Dr. me recomenda?
-Lindaura! (grita o analista)
-Sim doutor, como posso ajudar? - Responde a recepcionista, que além de receber, também dá.
-Te deita no pelego.
-Mas o paciente está lá.
-Por isso mesmo, te deita que o caso é grave.
-Doutor e eu?
-Deixa com a Lindaura.
5.1.04
Férias em Macondo
No feriado do ano novo fui para Caraguatatuba. Após muita chuva decidi mudar de cidade, fui para Macondo.
A empresa para chegar em Macondo parece não ter fim, antes da cidade há uma planície alagada, verdadeiro pântano. Chegando lá tudo parece relativamente novo, todas as casas pintadas de azul, viradas para o Sol, parecem distribuídas de forma a não haver ninguém com mais privilégios que outros.
Fiquei em uma casa perto da delegacia, que parecia ser mais de enfeite que qualquer outra coisa, cidade pequena, todo mundo respeitava mesmo é a família dos Buendía.
No final da tarde costumava ir a casa dos Buendía. Úrsula prepara uns bolinhos saborosos e na varanda da casa sempre há moças bonitas trabalhando no bordado.
Desde que cheguei a cidade é agitada vez ou outra por ciganos, que sempre em festa mostram coisas interessante do mundo. Afora isso, sossego. Mas em tempos passados, dizem os mais velhos, que uma guerra sacudiu a cidade. Hoje só a torre reformada da igreja ainda é prova dos canhões do passado.
Vou ficar por aqui mais uns dias, estou esperando o Coronel Aureliano voltar, ele deve ter novidades para contar.
No feriado do ano novo fui para Caraguatatuba. Após muita chuva decidi mudar de cidade, fui para Macondo.
A empresa para chegar em Macondo parece não ter fim, antes da cidade há uma planície alagada, verdadeiro pântano. Chegando lá tudo parece relativamente novo, todas as casas pintadas de azul, viradas para o Sol, parecem distribuídas de forma a não haver ninguém com mais privilégios que outros.
Fiquei em uma casa perto da delegacia, que parecia ser mais de enfeite que qualquer outra coisa, cidade pequena, todo mundo respeitava mesmo é a família dos Buendía.
No final da tarde costumava ir a casa dos Buendía. Úrsula prepara uns bolinhos saborosos e na varanda da casa sempre há moças bonitas trabalhando no bordado.
Desde que cheguei a cidade é agitada vez ou outra por ciganos, que sempre em festa mostram coisas interessante do mundo. Afora isso, sossego. Mas em tempos passados, dizem os mais velhos, que uma guerra sacudiu a cidade. Hoje só a torre reformada da igreja ainda é prova dos canhões do passado.
Vou ficar por aqui mais uns dias, estou esperando o Coronel Aureliano voltar, ele deve ter novidades para contar.
Retrospectiva 2003
Como toda boa retrospectiva de 2003, precisava escrever em 2004. Vai que acontece alguma coisa no último segundo do ano.
Bem, não aconteceu nada demais no último segundo do ano.
Reavaliando tudo, em 2003 cometi dois grandes erros e quatrocentos e dezessete pequenos erros (os erros de ortografia e gramática desse blog foram ignorados para simplificar os números, vamos deixar potência de dez de lado). Talvez tenha feito algo certo, não me lembro, mas acho que devo ter feito.
Para todos os quatrocentos e dezessete pequenos erros, são pequenos erros, tudo bem.
Quanto aos dois grandes erros. Tá me dando uma vontade de corrigir, mas acho que só vou piorar, saca? como ferida que precisa de tempo para curar e cura mais rápido se ninguém mexer na casquinha.
Erro #1
Magoei uma pessoa, que sempre foi uma graça, que fez de tudo (o que podia e o que não podia) por mim. Eu estava tão confuso e de tabela joguei ela na confusão, depois disse que não. Fiz ela chorar e me adicionar no ignore list do ICQ. Bem, menina do Jaçanã, desculpe por te magoar, sinceras desculpas. Você sempre será especial, mesmo pensando que não.
Erro #2
Magoei uma pessoa, que sempre me magoava. Tentei devolver a mágoa que acumulei, como criança que estava aprendendo algo novo, bati sem saber direito como, bati com força demais. E tudo isso porquê ela não me amava, como se o amor fosse obrigação de alguém. Ela só fazia o que eu já fiz mil vezes com outras pessoas. Bem, menina da Lapa, desculpe por não entender antes, sinceras desculpas.
Como toda boa retrospectiva de 2003, precisava escrever em 2004. Vai que acontece alguma coisa no último segundo do ano.
Bem, não aconteceu nada demais no último segundo do ano.
Reavaliando tudo, em 2003 cometi dois grandes erros e quatrocentos e dezessete pequenos erros (os erros de ortografia e gramática desse blog foram ignorados para simplificar os números, vamos deixar potência de dez de lado). Talvez tenha feito algo certo, não me lembro, mas acho que devo ter feito.
Para todos os quatrocentos e dezessete pequenos erros, são pequenos erros, tudo bem.
Quanto aos dois grandes erros. Tá me dando uma vontade de corrigir, mas acho que só vou piorar, saca? como ferida que precisa de tempo para curar e cura mais rápido se ninguém mexer na casquinha.
Erro #1
Magoei uma pessoa, que sempre foi uma graça, que fez de tudo (o que podia e o que não podia) por mim. Eu estava tão confuso e de tabela joguei ela na confusão, depois disse que não. Fiz ela chorar e me adicionar no ignore list do ICQ. Bem, menina do Jaçanã, desculpe por te magoar, sinceras desculpas. Você sempre será especial, mesmo pensando que não.
Erro #2
Magoei uma pessoa, que sempre me magoava. Tentei devolver a mágoa que acumulei, como criança que estava aprendendo algo novo, bati sem saber direito como, bati com força demais. E tudo isso porquê ela não me amava, como se o amor fosse obrigação de alguém. Ela só fazia o que eu já fiz mil vezes com outras pessoas. Bem, menina da Lapa, desculpe por não entender antes, sinceras desculpas.
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