27.2.04

King of the Mountain


Richard Virenque, "Rei da Montanha" em 2003, 1.79mt, 65k.

No ciclismo o uniforme de bolinhas vermelhas é um desejo de todo escalador. SOMENTE o rei da montanha tem o direito de usar o uniforme de bolinhas vermelhas, se outro ciclista usar um uniforme branco de bolinhas vermelhas, sem ser o rei da montanha, é automaticamente desclassificado da competição. Quem usa esta jersey conseguiu suportar a dor mais que todos os outros e por isso merece nosso respeito e admiração.

50 MELHORES DO CICLISMO (traduzido da revista gringa bicycling)

#26 - Subidas.

Bobos mortais que somos. Como Ícaro subimos em direção ao Sol, não com asas de cera mas com esperança e atitutde. Nós nunca chegamos lá, nem mesmo perto. Apesar de que de vez em quando damos sorte e sentimos o cheiro das nuvens.

É a nossa arrogância que nos faz subir montanhas? Curiosidade? Porque nos faz sentir tão bem quando chegamos no topo? Nossa fome de força e adrenalina na descida a 70 km/h?

Todas as opções acima, mas com certeza nosso masoquismo interior na busca da camisa de bolas vermelhas pessoal.

No coração do esporte está o sofrimento. Não apenas a tolerancia, mas principalmente a negociação com a dor. E, nada exige mais capacidade de negociação com a dor do que uma subida sofrida. Não é a toa que o Rei da Montanhas tem muito mais prestígio do que o Rei dos Contra Relógios!

Alguém já disse que quanto mais sofremos mais mostramos quem realmente somos. Talvez haja algo de errado conosco, os ciclistas. Ou talvez algo muito certo!

Seguimos com a pressão nos pedais, enxergando pontos distantes antes de vê-los com os olhos. Talvez até seja daí a lógica da camisa de bolas vermelhas dos Reis da Montanha.

Pernas queimando, ácido lático acumulando, cabeça e corpo unidos em uma sobrevivência vitoriosa. Vitória que importa mesmo que ninguém tenha visto. Nós vimos. Sentimos a exaustão das últimas pedaladas. Saberemos para sempre o sabor da vitória de ter vencido o desafio contra a gravidade. A vingança de todas as humilhações que passamos na vida.

Nada se compara a uma subida!


Se é subida eu tô na fuga!
MSN Foto

Detesto minhas fotos, todas elas inclusive. Logo uso fotos dos meus conselheiros para ilustrar o campo de foto do MSN. Hoje o Tiago me manda...

"Ow, o cara ta fazendo um boquete?"

(a foto era do vocalista do Joy Division em seus ataques epiléticos, quase engolindo o microfone)

no mesmo dia a Miru pergunta:
"Ow, não tem uma foto menos sugestiva não?"


Bem, desisti da foto do Ian Curtis. Coloquei uma foto do Robert Smith.

"Você usa batom?"
"Odiei essa foto que vc. colocou", mandou a Vi na sequência.

Pensei em colocar uma foto do Morrisey, mas só ia piorar as coisas com aquele jeitão gay dele (assexuado, como ele diz, que seja), desisti.

Ficou a foto do Robert Smith com batom mesmo.


sim, meus ídolos usam batom.
Fazê-lo confuso é a natureza do meu jogo

"What's been puzzling you is the nature of my game"
Jagger em algum momento cantando sua simpatia ao Diabo. E o Diabo não é tão feio quanto pintam.
Interpretação de textos

Estou com dificuldades na interpretação de textos dos blogs alheios (tá tá tá, menti, não aguento, eu li. Quero saber dela, e quem quiser vir aqui me dar porrada por isso, tudo bem, mereço e não vou reagir).
Será que um dia tudo vai ser simples? Eu gosto de coisas simples, me fascinam.

Já que o assunto é música que amamos...

25.2.04

Pedal sob chuva forte

Acordo ontem com TESÃO de pedalar. Pós-feriado, começo da tarde, vou dar uma esticadinha até Mairiporã. Calça, meia, sapatilha, jersey, bandana, capacete, luvas e óculos. Pronto!. Chego na porta da garagem e KABBBRRRUUMMM, despenca a chuva.

Como não sou ciclista de papel, subo na bike e vamos que vamos, pedala, pedala, pedala. É água de todo lado, quero um limpador de para-brisas no meu óculos. Vamos que vamos, chego na Fernão Dias a chuva dá uma trégua e dá-lhe vento no peito molhado (isso vai dar em gripe). Paro em baixo de um viaduto, abro minha "ração", visto o manguito (tá esfriando, olha a gripe, ainda faltam 20 para chegar e 40km para voltar).

Na volta, desisto do vento lateral e de tomar banho dos caminhões, saio da rodovia e entro em Guarulhos. Casais agasalhados dentro de barzinhos aquecidos e eu lá com uma cachoeira no capacete. Então mais um dos grandes momentos do ciclismo: Paro no semáfaro, um carro encosta do lado, a esposa grita com o marido FECHA O VIDRO QUE ESTÁ CHOVENDOOOOO!!! eu olho para a filho do casal no banco de trás, um garoto com uns seis anos e trocamos uma risada. Faço um positivo e saio enfiando a roda na água e com a sensação de mais um garoto convertido ao ciclismo.

ps: Ah, hoje estou com gripe.
E o Carnaval?

-Sucesso Parcial!
-Sucesso Parcial? Como assim?
-A diferença entre Sucesso Absoluto e Sucesso Parcial é se há alguém para cuidar da sua gripe na quarta-feira de cinzas.